sábado, 4 de dezembro de 2010

Repassando experiências

Seres sem vulto aos quais não me refiro da forma apropriada – ainda recorrerei ao dicionário para procurar sinônimos de fantasma – sei que estou em divida com vossas pessoas. Deveria ter postado muito antes e não esperado a senhoria L.C fazê-lo. Diante da falta de material de qualidade, já que minhas ultimas experiências literárias são muito extensas para serem reproduzidas neste blog, eu me limitarei a reproduzir talvez meu trecho mais ficcional, uma experiência da qual só ouvi falar. Espero que apreciem, pois nos outros é até engraçado.

O tilintar dos sinos lança-me imediatamente a nau da catedral, retinindo ferozmente em consonância aos cantos dos fieis, aterrorizados com a iminência do fim do mundo... ou assim me pareceu o som do despertador. Quase desejo que fosse uma ligação inesperada às seis da manhã antevendo uma surpresa, mas o inconfundível barulho não deixa duvidas de sua parda intenção. Apenas o gosto da bile e a necessidade de absoluto imobilismo testemunham da noite passada.

Cada golfada de ar é recebida como o engolir de centenas de agulhas de gelo que alocam em minha mente, todavia elas ainda energizam os músculos que se levantam desmortos do leito em que me encontrava. Tomado de assalto pela vertigem e o súbito reconhecimento de uma verdade tão clara que dispensa qualquer hermenêutica. Havia dormido embalado apenas pelas fadas esmeraldas de absinto e pelos sátiros dos vinhos, sem nenhuma substância que aqueça os lençóis. Eu fui abandonado... mas em que ponto?

O que posso dizer após isso. Não levem mulheres para cama se estiverem bêbados... a quem quero enganar? Levem sim, a maioria não deve conseguir em outra situação.

Ainda tentando sorver “coragem liquida” em quantidade o suficiente para se declarar... L.M

Uma promessa....uma confissão!


Não vou ficar aqui remoendo a minha tristeza de um sábado a noite, já falei muitas vezes da minha (pseudo) misantropia...
Hoje resolvi pagar minha promessa e escrever sobre a pessoa que me inspirou, no qual tive várias conversas, declarações e ate mesmo confissões!E mesmo nunca a vendo, eu sei que a conheço muito bem!(e vice-versa)
Peço licença, caros fantasmas, par contar uma história que durante alguns anos da minha vida eu esperei ser real!


Conheci um garoto comum, expulso da escola por causa das notas. O que tínhamos em comum?Muitas coisas, mas principalmente, a de que queríamos uma vida longe daquela rotina que todos seguiam, queríamos algo diferente, no qual nenhum dos dois sabia explicar.
Quando o conheci, tínhamos uma distancia que nunca poderia ser ultrapassada, e no começo nem pensava em extrapolar o limite. Mas a cada vez que o conhecia mais, eu esperava encontrá-lo por acaso numa rua, fumando seu cigarro com seu boné de caça vermelho e compartilhar o medo de se tornar um adulto hipócrita comum, engolido pela rotina.
Um dia nos encontramos e foi amor a pela primeira vista, decidimos fugir, ir pra lugar nenhum, onde viveríamos sem rotina nem nada, ele seria apenas um “ Apanhador no Campo de Centeio” e eu brincaria com as crianças ao seu redor... sem tempo, sem maiores preocupações...


Bom a história, como devem imaginar, não foi bem desse jeito... mas  eu passei a acreditar nisso veementemente, o que antes parecia loucura, agora era normal pra mim sentir atraída por um personagem, por que no fundo eu tinha fé que ele existia e quando me visse iria me reconhecer como sua “Jane” então escaparíamos para qualquer lugar aonde o tempo e a rotina desse mundo maluco não nos atrapalhasse jamais. (era muito sonho adolescente, eu sei)
Eu o procurei, e em algum momento eu encontrei.... mas foi apenas uma confusão da minha mente,percebi  (talvez cedo ou tarde demais) que não era ele. Em seguida desse episódio (que é ridículo demais pra ser contanto, não me levem a mal) comecei a pensar que o Holden poderia não existir realmente e talvez seja algo totalmente criado da –magnífica- cabeça de J. D. Salinger. Depois de tanto relutar, aceitei que Holden é um personagem no qual eu me identifico, mas nunca deixei de sentir isso tudo aquilo por ele, acho
que apenas guardei isso dentro de mim.
Relembrando esse período, me lembro que não tinha uma imagem estética definida dele... na verdade sua aparência não importava muito.Então como eu o reconheceria? Eu apenas sentiria (desculpe caros fantasmas, eu não sei descrever meus sentimentos a esse garoto)
Admito que parei de procurá-lo, mas não me surpreenderia se encontrasse um garoto, fumando,encostado na esquina de qualquer rua, com um boné vermelho e uma expressão “de tanto faz”....com o sonho de ser um “O Apanhador no Campo de Centeio”!


 Da sempre “namoradinha” de H.C., L.C

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mesmos os covardes podem se divertir


Como já disse em meu ultimo post, eu escrevo quando acometido da terrível enfermidade da inspiração. No momento estou tentando juntar os fiapos de inspiração que teci durante a semana, transformando-os em colcha de retalhos, com a habilidade e destreza de uma octogenária.

Não é novidade pra ninguém que como estudante universitário eu deveria estar deveras ocupado e preocupado neste fim de semestre, com todas as atividades avaliativas se aproximando insensíveis às pilhas de livros que deveria ter lido e que agora é que não lerei mesmo. Infelizmente tenho a tendência de, ao contrario dos outros estudantes, apresentar quedas vertiginosas em meu nível de responsabilidade todo finais de semestre.

 É com um misto de orgulho e vergonha que confesso que esta semana eu fui mais vezes ao boteco ou ao shopping do que a faculdade. Se for uma saída covarde para não enfrentar as dificuldades das obrigações, eu tenho de admitir que às vezes evitar o confronto tem seus méritos. Vez ou outra, algum professor professa a máxima “não deixe a universidade acabar com a sua vida”... só tenho a dizer que nos últimos quatro anos minha vida tem sido constantemente maltratada pela faculdade e incapaz de reagir ou conjurar ajuda, fiz da faculdade minha vida. Abdiquei dos pequenos prazeres da amizade ou do romance em prol de estudos e pesquisas e mesmo aos finais dos semestres, quando arrependido de minhas escolhas eu simplesmente contentava-me a ficar em casa trocando textos por romances ou quadrinhos.

Mas gravo em pedra meu manifesto; enquanto houver talco na pista e o sanfoneiro não dormir eu irei dançar... rir... chorar e viver... e por que não estudar comedidamente e continuar sendo o bom aluno que sou.

Evitando os extremos L.M

Hoje é sexta....poxa nem parece!

Meus caros fantasmas...

Eu realmente queria escrever algo, então estou escrevendo sobre algo que hoje me incomodou... mais um assunto banal por assim dizer!



Todos nós temos fantasias sobre as mais diversas coisas, a imaginação nos comanda muito mais que realidade, já dizia um professor meu....E uma simples sexta-feira nos  desperta um sentimento de esperança tão grande que nem imaginamos, toda sexta traz consigo uma animação e um poder de liberdade envolvente, nossa mais inconsciente  espera!
Minha intenção não é decepcionar ninguém, nem implantar a contradição.... só estou hoje aqui para relatar que nem todas as sextas são AS sextas....
Hoje o dia amanheceu de fininho, sem promessas de um dia suave e ao mesmo tempo acalorado (promessas típicas de uma sexta feira), mas eu ainda estava tomada por uma esperança que hoje seria A sexta, mas as esperanças não foram as ultimas a morrerem, na verdade foram as primeiras, e a cada hora que passava ficava evidente que hoje nem poderia ser chamado de sexta-feira.
Vou confessar a vocês, que seria muito bom colocar uma roupa bonita, não pensar em nada e sair com amigos....mas como já disse hoje não me parece uma sexta-feira e as tarefas acumuladas são muitas...

É meus caros percebo por essas conclusões que o final de semana também não deverá ser aquelas coisas... se é que poderei chamar esses dois próximos dias de fim de semana embasada por todas as suas devidas promessas imaginadas.


Da garota meio desesperançada e acumulada de tarefas, L.C.

sábado, 20 de novembro de 2010

A razão de escrever nas quintas!(ou não)


Tenho de confessar que eu não estou com humor para escrever-lhes hoje. Minha proposta nunca foi submeter-me à prazos ou as infinitas crises de consciência que garantem o cumprimento dos mesmos, quero buscar prazer ao escrever, seja em sua concepção ou em sua fruição e quem sabe na recepção por parte dos outros. Temo que meus dedos se convertam em facas ferindo o teclado e aqueles que por ventura venham a ler estas palavras, mas darei uma chance à inspiração.

Venho me tornado cada vez mais indolente com o habito de escrever que deveria ser cultivado e não ficar refém dos humores. Escrever é o complemento da leitura, pois é a forma mais nobre de reelaborar e refletir sobre o que se tem lido, escutado ou vivido, é um meio de transformar acontecimentos em experiências.

 Não é por falta de acontecimentos que não tenho escrito, afinal até estava em um boteco enquanto outros escritores deste blog reclamavam de estar em casa. O que falta é transpor a barreira da preguiça e dar forma as idéias que povoam minha mente, enquanto ainda consigo ouvi-las.

A inspiração não é uma constante, são curtos lampejos de potencial oculto que qualquer pessoa é capaz de conjurar de seu intimo e ao lado da intuição compõem os canais mais misteriosos de contato com o mundo externo.

 Como um incêndio que consome tudo em seu caminho, a inspiração só necessita de uma fagulha para iniciar, mas some tão rapidamente como aparece deixando para traz apenas um mar de vidro onde outrora se encontrava uma praia de infinitos grãos de momentos. Ninguém além do próprio autor sabe dizer que elementos são capazes de reavivar as cinzas mornas das páginas prontas e fornecer o combustível das próximas linhas. Na maioria do tempo apenas tentamos ao acaso as mais diversas combinações em busca da formula da se escrever, quantos não morreram em tenra idade por excessos de todo tipo na corrida desenfreada de dar forma às angustias da alma.

Seriam um sorriso de menina, beijo de mulher, promessas de amor ou amizade ou mesmo doses de rum com coca-cola os segredos do animo que se apodera meus dedos em posse de uma caneta ou teclado? Apenas o tempo dirá. 

“Tomando uma coca num buteco” L.M

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

...Fragmentos!

Olá fantasmas!

Hoje é sexta feira, e o sensato seria ir para qualquer barzinho bacana, beber uma cerveja gelada acompanhada dos amigos!Mas isso é para quem pode transformar o cansaço da semana em agitação para o fim de semana. Eu, infelizmente, não tenho o talento social. Então como o filme que estava assistindo acabou e nada mais me interessa na TV, escrevi um fragmento, sem começo nem final (e talvez sem sentido)



Já não temos mais desempenhado nosso papel corretamente. Estamos falhando. Deixamos de sorrir nas reuniões sociais, regadas de soda e etiqueta. Estamos deixando a dor aparecer, o pensamento florescer e as sensações instantâneas crescerem. Estamos mudando os hábitos, rompendo com o tradicional. Não notamos mais a perfeição em se ter uma rotina, na verdade estamos evitando-a. Pouco a pouco estamos deixando de fingir que somos felizes e aceitando que a vida não esta naqueles livros manuais, temos que lutar. O mais importante agora é que estamos de mãos dadas.



De sua eterna amiga da madrugada, L.C

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Como terminar um feriado com estilo (ou não)

Não costumo apreciar feriados, para mim todos eles têm cara de domingo e não gosto de domingos. Gostaria que os feriados fossem mais como os sábados... não, não gostaria. Meus sábados normalmente estão subordinados a máxima “fora da caridade não há salvação” então acabo envolvendo grande parte de meu dia em atividades religiosas. Não costumo sair às noites, nem as tardes ou manhãs, acho que sou um sujeito caseiro. Enfim, não tenho propostas para melhoras meus feriados, talvez viajar, mas pra tanto me falta dinheiro, só me resta conformar com o que tenho. Terminado as divagações eu gostaria de ter umas palavras com vocês, caros desencarnados digitais que vagam por este blog.

Misteriosamente este fim de semana prolongado de proclamação da republica foi um tanto peculiar pro meu gosto. Alternei todas as estações em apenas três dias, fiz coisas que pensei ter deixado em meus tempos de ensino médio e não me arrependi, emocionei-me com as mais simples histórias e passei madrugadas imerso em suas linhas, também fui consumido do cansaço inexplicável pela preguiça ou esgotamento das forças.

Não carrego culpas ou tristezas destes últimos dias, estive com ótimas pessoas das quais eu teria negligenciado se aqueles com quem eu gostaria de estar não estivem fora, agradeço estas ultimas por me lembrarem que a necessidade nos obriga a procurar alternativas.

Não pretendo me alongar minhas divagações madrugais, deixarei isto para o tradicional post de quinta.

 Só têm algo que deixei de fazer, me despedir das presenças silenciosas do mensseger que costumam ficar off line assim que eu termino belos textos de despedida para garotas das quais ignorei o aviso de disponível por horas. Talvez isto seja sorte, talvez providência, mas de qualquer forma deixo aqui um boa noite à todos aqueles que aproveitaram estes últimos dias.

   Amanhã é rotina, c’est la vie!  L.M