Quando andei sobre seu caminho, refiz seus passos, refutei expectativas, reaprendi a caminhar de modo que jamais vou me esquecer.
Um caminho que pode ser descrito como impuro.
Impuro na sua beleza, na sua essência, na sua forma.
Diferente dos demais caminhos que já passei, era possível enxergar o horizonte, ainda que ofuscado pelo calor que emanava do chão quente a criar miragens, que aos poucos foram aniquilidando meu eu. Mas, havia ali um fim, um desejo a ser comtemplado e conquistado. Esse desejo estava no caminho, estava no caminhar, estava no sonhar.
Quantos dias foram precisos? Não sei. Talvez, meses e anos não foram suficientes para que o caminho fosse completado, mas isso não foi probema. Pois, o horizonte, ou o fim, estava em cada passo dado.
Seu caminho ensinou-me a querer ser mais e nesse mais percebi as coisas que menos interessavam-me.
Era um caminho de extremos, tinha seus buracos, suas curvas, suas falhas, era concreto. Mas, também, tinha a profundidade de um infinito a perder de vista como quando caminhamos com os olhos fechado, estáticos. A mesma intensidade da escuridão das pálpebras a vir da mente.
Eu refiz esse caminho a meu modo.
Eu persegui seus rastros.
Era seu rosto que eu procurava.
Ao fim da caminhada percebi que todo o caminho que refiz era de fato um rumo novo.
Um caminho só meu, com sonhos e buracos que só eu sonhei e desviei ou, eventualmente, caí.
Era um caminho meu, mas com o norte a apontar sempre ao horizonte, que sempre foi e será você.
É sua face que procuro em todas ruas.
sábado, 14 de maio de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Tempos de derrota
Nada mais que trinta dias se passaram.
E ele perdera um coração e uma paixão.
O Destino fazia dele a vítima necessária.
Sozinho, trancafiado, abandonado, esmaecido
Nada mais que trinta horas se passaram.
Sabia que as questões da vida eram-lhe impostas de maneira impetuosa.
E ele perdera aquela energia que o fizera renascer e Superar, como noutro conto.
Ele precisava daquilo e daquele amor, daquele carinho, daquele calor, daquele beijo.
Triste, cético, caído, desprezado.
Nada mais que trinta minutos se passaram.
E ele ainda a desacreditar de sua derrota.
Sem armas, sem poderes, sem nada. Ali estava
desprotegido, desabrigado, desemparado.
Nada mais que trinta segundos se passaram.
E ele num instante perdera seu único aconchego.
Nada mais que três palavras foram ditas:
"Não quero mais!"
Os profundos cortes que cada uma dessas afiadas palavras a penetrar-lhe mandaram-lhe para a infinitude do desconhecido.
Por mais de 30 milhões de vidas.
E ele perdera um coração e uma paixão.
O Destino fazia dele a vítima necessária.
Sozinho, trancafiado, abandonado, esmaecido
Nada mais que trinta horas se passaram.
Sabia que as questões da vida eram-lhe impostas de maneira impetuosa.
E ele perdera aquela energia que o fizera renascer e Superar, como noutro conto.
Ele precisava daquilo e daquele amor, daquele carinho, daquele calor, daquele beijo.
Triste, cético, caído, desprezado.
Nada mais que trinta minutos se passaram.
E ele ainda a desacreditar de sua derrota.
Sem armas, sem poderes, sem nada. Ali estava
desprotegido, desabrigado, desemparado.
Nada mais que trinta segundos se passaram.
E ele num instante perdera seu único aconchego.
Nada mais que três palavras foram ditas:
"Não quero mais!"
Os profundos cortes que cada uma dessas afiadas palavras a penetrar-lhe mandaram-lhe para a infinitude do desconhecido.
Por mais de 30 milhões de vidas.
Entre o cheio e o vazio
Isso é mais que uma confissão, é um desabafo que carrega a dias em minha mente, eu não consigo mais escrever, meus caros infiéis fantasmas!
Não sei bem o que gerou isso, talvez seja a obrigação do dia a dia que nos faz produzir produzir e produzir e assim perdi a espontaneidade de descrever pequenos momentos da minha vida.Ou realmente me cansei de escrever e tentar expressar coisas que nem eu mesma sei o que é.Prefiro acreditar na primeira opção(é bem mais confortável não ser a culpada)
Às vezes todas essas obrigações, pressões me faz esquecer (por meros minutos ou perduram um pouco mais) aquela motivação juvenil, cheias de sonhos, expectativa e esperanças de um futuro bom, que me trouxe ate a porta desta universidade. Tenho medo desses momentos.
Sempre planejei muito bem as coisas, o plano maior foi sempre sair de casa e entrar numa ótima universidade, mas agora olhando um pouco pra trás percebo que pulei algumas etapas, que antes pareciam bem banais mais hoje parece necessário. Entrei na faculdade, no curso desejado, e agora?Eu planejei ate aqui. Mesmo tentando planejar a cada dia o futuro, eu não o vejo, na verdade às vezes custo ver o presente (que é sempre sufocado pela busca do futuro perfeito)
Percebi uma nova amiga: a rotina (e Deus sabe quantas vezes chorei e esperniei por causa dela). Alguns me disseram que ela é inevitável na vida de qualquer um, eu não aceite isso como resposta. Queria apenas tira-la da minha vida. Mas agora pensando bem, eu vejo que ela sempre esteve comigo, escondida num cantinho qualquer. Percebo que tenho apenas duas opções: aceita-la como escrava e viver uma vida artificial sempre recebendo as ordens desta implacável senhora. Ou posso aceita-la como amiga, vive-la no meu cotidiano, mas estabelecer limites desta amizade.
Acho que toda essa confissão, foi para assumir que estou passando por uma crise de idade (afinal 20 anos é uma grande responsabilidade) eu me vi morta e artificial, numa vida sem “aventura” nenhuma. Parece que foi agora que eu descobri que esse mundo ali fora é pra ser visto, tocado e admirado não temido e repreendido. Eu quero sentir!E você me faz sentir algo real, por isso toda essa dependência.
Quis fazer tudo cedo demais, e agora me perco nessas desilusões do dia a dia.
Preciso agora dormir e construir sonhos, rever aquelas metas e fazer novas, mas nada tão estereotipado ou fechado....parâmetros( planejar ainda é um vicio).
Eu quero o perigo, senti-lo em minhas veias, entenda, que assim posso trazer tudo que nunca senti de volta....
Apenas uma menina que quer ver estrelas, L.C.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
...
Eu fecho os olhos bem forte e faço um pedido:Eu quero você!Eu quero seus braços me protegendo desse mundo inacabado. Começo a imaginar, nós deitados olhando o céu, conversando sobre as coisas banais, fazendo teorias, desconstruindo outras...
A carência me atinge!Eu preciso de você... agora
Você vem?
Da carente L.C
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Duplicidade
Em meio a multidão eu padeço.
Retiro-me no momento clímax e nada, nada, fará sentir-me como antes.
O caminhar curvado e cambaleante como a de um ferido num duelo a propender.
Teço comentários absurdos que em nada mudarão minha estima.
O sol permanecerá o mesmo, sempre.
Nele confio;
Nele aqueço-me;
Nele canso-me;
Nele faço-me líquido.
As sombras que agora me escondo são o aconchego e o esconderijo da sua insana verdade a correar minh'alma.
A veracidade desses fatos é axiomaticamente ardente.
Em meio as luzes acesas da madrugada, eu existo.
Sou o protagonista a cantar e sorrir e nada, nada, fará sentir-me como antes.
O livre andar, o saltitar entre passeios e postes, os transeuntes a faltar.
Sou a própria verdade nesse momento e a estima egocêntricamente se infla.
A lua não permanecerá para sempre, o seu retorno doravante não será o mesmo. Novas luas virãos.
Assim como novas felicidades, novos sabores, novos desejos, novos amores.
Nela eu não sou;
Nela eu transmuto;
Nela sou camaleão;
Nela faço-me vida.
Outra lua, mesmo sol.
Serei sempre o homem biológico, mas nunca o mesmo homem.
Jamais.
A claridade da vida não permite mudanças, apenas nos escuros confins da alma, da incosciência consciente de si, elas ocorrem.
Retiro-me no momento clímax e nada, nada, fará sentir-me como antes.
O caminhar curvado e cambaleante como a de um ferido num duelo a propender.
Teço comentários absurdos que em nada mudarão minha estima.
O sol permanecerá o mesmo, sempre.
Nele confio;
Nele aqueço-me;
Nele canso-me;
Nele faço-me líquido.
As sombras que agora me escondo são o aconchego e o esconderijo da sua insana verdade a correar minh'alma.
A veracidade desses fatos é axiomaticamente ardente.
Em meio as luzes acesas da madrugada, eu existo.
Sou o protagonista a cantar e sorrir e nada, nada, fará sentir-me como antes.
O livre andar, o saltitar entre passeios e postes, os transeuntes a faltar.
Sou a própria verdade nesse momento e a estima egocêntricamente se infla.
A lua não permanecerá para sempre, o seu retorno doravante não será o mesmo. Novas luas virãos.
Assim como novas felicidades, novos sabores, novos desejos, novos amores.
Nela eu não sou;
Nela eu transmuto;
Nela sou camaleão;
Nela faço-me vida.
Outra lua, mesmo sol.
Serei sempre o homem biológico, mas nunca o mesmo homem.
Jamais.
A claridade da vida não permite mudanças, apenas nos escuros confins da alma, da incosciência consciente de si, elas ocorrem.
De repente!
Trancafiada em seu quarto, sabia que o fim estava próximo.
Jamais deixou que isso a abalasse, no inverso da cousa, lutou contra tudo.
Mas foi vencida pela vontade daquele que a tudo se deve. Acabara por aceitar sua condição de pré-morte.
Esmaecida e sem forças decide usar aquilo que ainda estava bem, a mente.
O exercício da mente era sua tarefa final: rememorar cronologicamente a vida.
Relembrar a pouca vida que lhe foi dada para viver.
De olhos fechados e com sol a bater sobre seu rosto fez do vermelho das pálpebras as cortinas de seu teatro.
Percebera de início que Deus tirou-lhe tudo que era material, mas deixou intácto e conservado todo o pensar e sentir. Agradeceu-Lhe por isso. Ali estava completamente viva. Ali era criança, adolescente e adulta ao mesmo tempo, sem lógica. A peça era sua, a plateia e a protagonista eram ela, somente ela. Não havia segredos ou falsidades...
"Viver das lembranças é como estar num vazio sem fim, não há perspectiva de nada, tampouco sentido", refletira.
Entristecida, estava a chorar sobre os lençois manchados de sua cama, queria a materialidade das coisas para ter o impulso do pensar, do sentir, da memória, das paixóes.
Os gostos, os sentidos, os cheiros, eram fracos e insossos, naquele mundo.
Desamparada. Sua mente deixara-lhe, sozinha.
Ela, a dor, a saudade do futuro partir, o medo, eram um só, agora.
Toda a aceitação anterior fora-lhe tirada.
E nada pode fazer.
Passaram-se dias e noites.
O choro e dor eram sua única reação ao mundo sensível.
"Nada, nada irá tirar-me deste mundo. A vida após a morte é vácuo."
Sua luta era contra o corpo já morto a prendê-la.
A ininteligibilidade da realidade era-lhe presente naquela noite.
A mente arrastava-lhe para o poço, onde as lamentações são insensíveis.
O suor do corpo febril deu lugar a frieza do sangue parado.
O último suspiro fora seu último alento.
A mente por sua vez, materializou-se.
E a ela apareceu. Nela fez sentir todas as boas coisas. Tudo estava brilhando e vívido.
De repente, a noite virou sol e do clarão dourado a emanar de todo o quarto via-se a mão do seu criador a tocar-lhe a fronte.
Ela renasceu naquela noite...
Jamais deixou que isso a abalasse, no inverso da cousa, lutou contra tudo.
Mas foi vencida pela vontade daquele que a tudo se deve. Acabara por aceitar sua condição de pré-morte.
Esmaecida e sem forças decide usar aquilo que ainda estava bem, a mente.
O exercício da mente era sua tarefa final: rememorar cronologicamente a vida.
Relembrar a pouca vida que lhe foi dada para viver.
De olhos fechados e com sol a bater sobre seu rosto fez do vermelho das pálpebras as cortinas de seu teatro.
Percebera de início que Deus tirou-lhe tudo que era material, mas deixou intácto e conservado todo o pensar e sentir. Agradeceu-Lhe por isso. Ali estava completamente viva. Ali era criança, adolescente e adulta ao mesmo tempo, sem lógica. A peça era sua, a plateia e a protagonista eram ela, somente ela. Não havia segredos ou falsidades...
"Viver das lembranças é como estar num vazio sem fim, não há perspectiva de nada, tampouco sentido", refletira.
Entristecida, estava a chorar sobre os lençois manchados de sua cama, queria a materialidade das coisas para ter o impulso do pensar, do sentir, da memória, das paixóes.
Os gostos, os sentidos, os cheiros, eram fracos e insossos, naquele mundo.
Desamparada. Sua mente deixara-lhe, sozinha.
Ela, a dor, a saudade do futuro partir, o medo, eram um só, agora.
Toda a aceitação anterior fora-lhe tirada.
E nada pode fazer.
Passaram-se dias e noites.
O choro e dor eram sua única reação ao mundo sensível.
"Nada, nada irá tirar-me deste mundo. A vida após a morte é vácuo."
Sua luta era contra o corpo já morto a prendê-la.
A ininteligibilidade da realidade era-lhe presente naquela noite.
A mente arrastava-lhe para o poço, onde as lamentações são insensíveis.
O suor do corpo febril deu lugar a frieza do sangue parado.
O último suspiro fora seu último alento.
A mente por sua vez, materializou-se.
E a ela apareceu. Nela fez sentir todas as boas coisas. Tudo estava brilhando e vívido.
De repente, a noite virou sol e do clarão dourado a emanar de todo o quarto via-se a mão do seu criador a tocar-lhe a fronte.
Ela renasceu naquela noite...
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Palavras que já não acredito.
Minha razão de tudo um dia foi você.
Aquele nosso amor que acabou tão triste.
Paráfrases de um Rei, de um Rei solitário.
Imerso na imensidão do castelo
A fortaleza escura e mal cheirosa,
as sombras dançam o ritmo das velas
ao som do vento a soprar.
Oh! Rei. A majestade na Terra, a coroa dourada
não lhe findou os desejos.
Conquistou as terras, os continentes, os mares.
Mas não conquistou o coração irracional.
O amor, sua final busca, recusou-se a entregar-se, mesmo sob a ponta da espada.
Lá estava o Rei, dono mundo, sozinho.
Como a chama que consome as coisas, mas não consome as cinzas.
Com o mundo à seus pés, o Rei caminhou sobre ele, os rios ficaram vermelhos e viscosos.
Os céus choraram, os corpos apodreciam. O Rei era o fogo a transformar tudo em cinzas.
As cinzas permaneciam, eram tudo aquilo que o Rei não possuía.
Sozinho em seu leito de morte, o Rei chorou, suspirou e recordou as batalhas, o sangue e as conquistas. Percebeu que sua única derrota foi para o amor. Recusou-se sob sua espada.
No último suspiro desejou conquistá-lo...
O Rei não deixou herdeiros.
Aquele nosso amor que acabou tão triste.
Paráfrases de um Rei, de um Rei solitário.
Imerso na imensidão do castelo
A fortaleza escura e mal cheirosa,
as sombras dançam o ritmo das velas
ao som do vento a soprar.
Oh! Rei. A majestade na Terra, a coroa dourada
não lhe findou os desejos.
Conquistou as terras, os continentes, os mares.
Mas não conquistou o coração irracional.
O amor, sua final busca, recusou-se a entregar-se, mesmo sob a ponta da espada.
Lá estava o Rei, dono mundo, sozinho.
Como a chama que consome as coisas, mas não consome as cinzas.
Com o mundo à seus pés, o Rei caminhou sobre ele, os rios ficaram vermelhos e viscosos.
Os céus choraram, os corpos apodreciam. O Rei era o fogo a transformar tudo em cinzas.
As cinzas permaneciam, eram tudo aquilo que o Rei não possuía.
Sozinho em seu leito de morte, o Rei chorou, suspirou e recordou as batalhas, o sangue e as conquistas. Percebeu que sua única derrota foi para o amor. Recusou-se sob sua espada.
No último suspiro desejou conquistá-lo...
O Rei não deixou herdeiros.
Assinar:
Postagens (Atom)